Brasil - Quinta, 27 Abril 2017

Phoenix - Sonda Põe seu Braço e suas Outras Ferramentas para Trabalhar

traduzido por Luis Gabriel

29 MAI 2008 - A sonda Phoenix está enviando imagens mais detalhadas da superfície marciana e agora está preparando seus instrumentos para as operações científicas.

A Phoenix transmitiu uma panorâmica de 360 graus do seu frígido mundo marciano, liberou seu braço robótico de quase 2,5 metros, testou um instrumento laser para estudar a poeira e as nuvens, e transmitiu seu segundo relatório do clima na tarde da quarta-feira.

 

 "Nós fotografamos todo os 360 graus do local de pouso. Nós vimos tudo," disse o Diretor de Pesquisas da Phoenix Peter Smith, da Universidade do Arizona em Tucson. "Você pode ver a sonda em uma imagem tipo olho-de-peixe e todo o caminho até o horizonte. Estamos agora traçando os planos de onde vamos cavar primeiro, e o que deixaremos para mais tarde."

 

Comandos foram enviados para a Phoenix para que ela girasse o pulso do braço robótico e liberasse sua trava de lançamento, erguesse o ante-braço e o movesse para cima a fim de soltar a trava do cotovelo.

 

 "Estamos felizes que liberamos com sucesso o braço robótico. De fato, esta é a primeira vez que movemos este braço em quase um ano," disse Matthew Robinson do JPL em Pasadena, Califórnia. A liberação do braço é um marco importante na missão da Phoenix.

 

 "Nós alcançamos todos os pré-requisitos dos processos de engenharia, apesar de todos as fases críticas que tínhamos que superar," disse Barry Goldstein, Gerente do Projeto Phoenix no JPL. "Agora estamos na fase da missão que temos que checar os instrumentos do compartimento científico. Este é um passo muito importante para nós."

 


Após uma verificação de saúde que testou o braço em temperaturas variando do quente ao frio, o braço de alumínio e titânio logo será comandado a realizar sua primeira tarefa: usar sua câmera para olhar embaixo da sonda para avaliar o terreno e a base da sonda.

 

Posteriormente, o braço robótico irá cavar as camadas de gelo do pólo Norte de Marte e coletar amostras para os instumentos que irão analisar do que é feita esta parte de Marte, como está sua água, e se ela é ou foi um possível habitat para a vida.

 

Outro marco da missão foi a ativação do instrumento laser chamado light detection and ranging instrument (instrumento de alcance e deteção de luz), ou lidar.

 

"Os canadenses estão nas nuve. Isto foi uma grande conquista para nós," disse Jim Whiteway, líder científico canadense da Universidade York, Toronto. O lidar  é um componente crítico na estação climática, fornecida pela Agência Espacial Canadense. O instrumento é projetado para detectar poeira, nuvens e neblina, ao emitir rápidos pulsos de luz verde na atmosfera. A luz reflete nas partículas e retorna no telescópio."

 

"Um dos maiores desafios que encontramos foi o de entregar o lidar do laboatório de teste   em Ottawa, Canadá até Marte e manter o alinhamento dentro de um centésimo de grau." disse Whiteway. "Isto é como mirar uma ponteira laser em um campo de beisebol numa distância entre a base e a parede de segurança, mantendo aquela pontaria fixa mesmo após um ano no espaço, culmuinando com um pouso. " Ele adicionou.

 

Os dados da lidar mostram nuvens a 3,5 quilômetros. O tempo no site de aterrissagem da Phoenix no segundo dia após o pouso estava ensolarado com poeira moderada, com a temperatura máxima de menos trinta graus e mínima de menos oitenta. 

Texto traduzido por Luis Gabriel.

Original em : http://www.nasa.gov/mission_pages/phoenix/news/phoenix-20080529.html

Anúncios





Notícias
Direitos Reservados | Astronomia na Web 1996-2017