Brasil - Terça, 17 Janeiro 2017

Phoenix - A NASA está pronta para lançar a sonda em agosto para o seu destino gelado

09 JUL 2007 - A próxima missão a Marte irá buscar embaixo de um cenário ártico gélido as condições favoráveis para abrigar vida no presente ou no passado.

Ao invés de explorar planícies e crateras, a sonda da NASA Phoenix Mars Lander irá se fixar no solo congelado das planícies norte do planeta vermelho. O robô irá investigar se a água congelada próxima à superfície de Marte poderia derreter periodicamente o suficiente para sustentar um ambiente propício para micróbios. Para executar esta e outras tarefas-chave, a Phoenix irá carregar um conjunto de ferramentas avançadas de pesquisa nunca antes usado em Marte.

Primeiro, entretanto, ela deve ser lançada na Flórida durante um período de três semanas a partir de 3 de agosto, então sobreviver a uma descida arriscada e pousar em Marte no próximo outono (hemisfério sul)/primavera (hemisfério norte).

Imagem a direita: Concepção artística da sonda Phoenix em Marte.
Créditos: NASA/JPL/UA/Lockheed Martin

"Nossa estratégia de busca por água na exploração de Marte tem nos proporcionado uma sequência de dramáticas descobertas nos últimos anos sobre a história de água num planeta onde as semelhanças com a Terra eram muito maiores no passado do que são hoje," disse Doug McCuistion, diretor do Programa de Exploração de Marte na sede da NASA, Washington. "A Phoenix irá complementar nossa exploração estratégica de Marte por ser a nossa primeira tentativa de realmente tocar e analisar a água marciana - água na forma de gelo escavado."

O orbitador da NASA Mars Odyssey encontrou evidências em 2002 para suportar as teorias de que grandes áreas de Marte, incluindo as planícies árticas, contém água congelada dentro do alcance de um braço da superfície.

"A Phoenix  foi projetada para examinar a história do gelo medindo quanto que a água líquida modificou a química e a mineralogia do solo," disse Peter Smith, o principal investigador da Phoenix na Universidade do Arizona, Tucson.

"Além disto, nossos instrumentos poderão avaliar se este ambiente polar é uma zona habitável para micróbios primitivos. Para completar a caracterização científica deste local, a Phoenix irá monitorar o clima polar e a interação da atmosfera com a superfície."

Com seus painéis solares desdobrados , a sonda tem cerca de 5,5 metros de largura por 1,5 metros de altura. Um braço robótico de 2,35 metros irá cavar a camada gelada, que espera-se estar a penas alguns centímetros da superfície. Uma câmera e uma sonda de condutividade irão examinar o solo e qualquer gelo lá encontrado. O braço irá recolher amostras e leva-las para os dois instrumentos a bordo da sonda. Um irá usar o calor para avaliar as substâncias voláteis, tais como água e compostos de carbono que são blocos essenciais para a vida. O outro irá analisar a química do solo.

Uma estação de meteorologia, com um laser para avaliar água e poeira na atmosfera, irá monitorar o clima ao longo dos três meses da missão planejada durante a primavera e o verão marcianos. O conjunto de ferramentasdo robô também inclui uma câmera estéreo montada no mastro da sonda para estudar o local de pouso, uma câmera de descida para avaliar o local de descida de forma geral e dois microscópios.

Para o estágio final do pouso, a Phoenix está equipada com um método de desaceleração usando foguetes pulsados. O sistema usa um sistema de pouso ultra-leve que permite à espaçonave carregar uma carga científica mais pesada. Assim como nas missões passadas, a Phoenix usará um escudo térmico para diminuir sua entrada em alta velocidade, seguido po um para-quedas supersônico que reduzirá ainda mais a velocidade para algo em torno dos 217 km/h. A sonda então se separará do para-quedas e disparará foguetes de descida pulsados para reduzir até 9 km/h antes do pouso sobre suas três pernas.

"Pousar seguro em Marte é difícil, não importa que método você use," disse Barry Goldstein, gerente de projeto da Phoenix no JPL, Pasadena, Califórnia.  "Nossa equipe vem testando exaustivamente o sistema desde 2003 para identificar e apontar quaisquer vulnerabilidades que possam existir."

Os pesquisadores ao avaliar possíveis locais para o pouso usaram observações dos orbitadores de Marte para encontrar os locais mais seguros onde os objetivos da missão pudessem ser alcançados. O principal candidato é um amplo vale com poucas rochas  e fica numa latitude equivalente ao norte do Alasca.


Texto traduzido do site da NASA (http://www.nasa.gov/mission_pages/phoenix)


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