Brasil - Quinta, 22 Junho 2017

Astrônomos Determinam a Massa do Maior Planeta Anão

O Telescópio Hubble da NASA juntou-se ao Observatório Keck para medir com precisão a massa de Eris, o maior membro de uma nova classe de planetas anões em nosso sistema solar. Eris tem 1,27 vezes a massa de Plutão, anteriormente o maior membro do Cinturão Kuiper de objetos congelados além de Netuno.

As observações do Hubble em 2006 mostravam que Eris era ligeiramente maior fisicamente que Plutão. Mas a massa só poderia ser calculada pela observação do movimento orbital da lua Dysnomia ao redor de Eris. Múltiplas imagens do movimento de Dysnomia ao longo de sua órbita foram tiradas pelo Hubble e pelo Keck.

 

O astrônomo Mike Brown do Instituto de Tecnologia da Califórnia e colegas também reportaram esta semana na Science Magazine que Dysnomia tem uma órbita quase circular de 16 dias. Isto favorece a idéia de que Dysnomia surgiu de uma colisão de Eris com um outro objeto do Cinturão de Kuiper (KBO). Um objeto capturado gravitacionalmente deveria ter uma órbita mais elíptica.

Visão do Hubble de Eris e Dysnomia
Esta é uma imagem do planeta anão Eris (centro) e seu satélite Dysnomia (posição de 9 horas) tirada pelo Telescópio Espacial Hubble em 30 AGO 2006.
Créditos:
NASA, ESA, e M. Brown (Insituto de Tecnologia da Califórnia) 

 

Acredita-se que os satélites de Plutão, assim como o sistema Terra-Lua também nasceram de um processo de colisão onde restos do choque entraram em órbita e formaram um satélite.

 

Comparando a massa e o diâmetro, Brown calculou a densidade de Eris em 2,3 gramas por centímetro cúbico. Isto é muito similar à densidade de Plutão, a do maior objeto do Cinturão Kuiper 2003 EL61, e alua de Netuno Tritão que é muito provavelmente um objeto do Cinturão Kuiper que foi capturado. Estas densidades maiores significam que este corpos não são feitos puramente de gelo mas tem uma significativa parte de rochas.

 

A descoberta de Eris em 2005 (originalmente chamado de Xena, e oficialmente catalogado 2003 UB313) abriu um debate sobre o status de Plutão porque os astrônomos imaginaram que teriam que chamar Eris de "o 10º planeta" se Plutão mantivesse seu status planetário, que já estava em debate.  Isto levou a União Astronômica Internacional, em 2006, a criar uma nova classe de objetos no sistema solar chamados de planetas anões. Estes são corpos esféricos em equilíbrio hidrostático (objetos que tem gravidade suficiente para conseguir uma forma esférica) como os planetas, mas diferentemente dos planetas principais do sistema solar, eles não limparam gravitacionalmente sua vizinhança de partículas e pequenos fragmentos ao longo de suas órbitas.

 

Texto traduzido do site do Hubble (http://hubblesite.org/)


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