Brasil - Quinta, 27 Julho 2017

Galileo - Sumário da Missão

Ultimo Dia da Galileo

 

 

 

Posição da Galileo em 20 de Setembro, poucas horas antes do impacto!- Imagem gerada pelo software Celestia - Um Simulador do Sistema Solar em tempo real

Em 21 de setembro de 2003, a missão da Galileo terminou quando a espaçonave foi esmagada pela pressão da atmosfera de Júpiter. A manobra planejada previniu o risco da Galileo desviar seu curso e ir se chocar contra a lua Europa, que pode abrigar um oceano submerso.

 

Veja abaixo as principais descobertas da missão de 8 anos da Galileo ao redor de Júpiter:

 

Anéis e Tempestades de Júpiter
Usando os dados da sonda da Galileo lançada nas camadas mais altas de nuvens de Júpiter, a Galileo descobriu que Júpiter tem tempestades muito maiores que as da Terra. Estas tempestades são resultado da circulação vertical de água nas camadas mais altas, deixando grandes áreas onde o ar desce e se torna seco como o do deserto do Saara, e outras áreas onde a água sobe para formar as tempestades. Galileo também descobriu que os anéis de Júpiter são feitos de pequenos grãos de poeira arrancados da superfície dos quatro satélites mais internos de Júpiter por impactos de meteoróides.

 

Vulcões Ativos Quentes em Io
Agora considerado o corpo mais ativo do sistema solar, os vulcões de Io foram descobertos pela Voyager 1 em 1979 e resulta em erupções de 100 metros em sua superfície sólida. Analisando a temperatura de Io com os instrumentos da Galileo, os cientistas sabem agora que alguns dos vulcões de Io são mais quentes que os da Terra. Assim, os cientistas suspeitam que a lava feita de silicato rica em magnésio venha das profundezas de Io.

 

Um Possível Oceano em Europa
Possuindo mais água que o total encontrado na Terra, Europa parece ter um oceano salgado abaixo de sua superfície congelada e rachada. As imagens da Galileo mostram "pedaços" de gelo do tamanho de cidades que parecem ter sido arrancados e se separado, "poças"congeladas surgem de rachaduras antigas, materiais mais quentes borbulham por baixo fazendo bolhas na superfície, estruturas como salinas de evaporação estão expostas. Uma impressionante falta de crateras mostra que a superfície é relativamente jovem. Europa tem uma fina atmosfera de oxigênio e uma ionosfera.

 

Ganymede tem um Campo Magnético Próprio
Forças internas de marés de novo causam efeitos surpreendentes na maior lua do sistema solar. A Galileo revelou que Ganymede tem seu próprio campo magnético. Talvez por uma órbita ligeiramente diferente no passado, as forças internas da maré causaram calor suficiente para separar o material dentro de Ganymede e esta movimentação de um núcleo fundido ou sulfureto de ferro acredita-se ser responsável pelo campo magnético de Ganymede.

 

Será que Há um Oceano Escondido Sob a Superfície de Callisto?
Há evidências que suportam a existência de um oceano debaixo da superfície de Callisto. O oceano teria que estar suficientemente profundo para que ele não afetasse a superfície extremamente esburacada. Ao invés disso, o oceano poderia estar se mostrando indiretamente, através do campo magnético que ele gera. Isto poderia vir do fluxo elétrico em um oceano salgado gerado pelo poderoso campo magnético de Júpiter passando através dele.

 

Extraído do site da Galileo no JPL (http://galileo.jpl.nasa.gov/discovery.html)

 

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