Brasil - Quinta, 22 Junho 2017

MESSENGER - Território Escondido em Mercúrio é Revelado

traduzido por Luis Gabriel

03 NOV 2009 -  O terceiro sobrevôo da espaçonave MESSENGER sobre o planeta Mercúrio deu aos cientistas, pela primeira vez, uma visão quase completa da superfície do planeta e revelou algumas mudanças dramáticas numa espécie de cauda de cometa encontrada em Mercúrio.

"As novas imagens nos fazem lembrar que Mercúrio continua a ter surpresas", disse Sean Solomon, investigador chefe da missão e diretor do Departamento de Magnetismo Terrestre da Carnegie Institution de Washington.

 
A sonda sobrevoou Mercúrio em 29 de setembro, executando uma manobra de gravidade crítica projetada para ajudar a MESSENGER entrar em órbita de Mercúrio em 2011. Apesar de ter sido desligada temporariamente por causa de uma transição de sistema de potência durante um eclipse solar, as câmeras da nave e instrumentos revelaram de perto 6 por cento da superfície do planeta nunca antes vista, incluindo esta região pitoresca coberta de crateras de impacto e moldada pela atividade vulcânica:

Acima: Esta vista em cores realçadas foi criada com uma técnica estatística que realça variações sutis de cores vistas pelos 11 filtros da câmera grande angular da MESSENGER. As cores estão muitas vezes relacionadas à composição do material subjacente.

 

A região brilhante no canto superior direito da imagem envolve uma suspeita saída vulcânica explosiva. A bacia de duplo anel com 290 quilômetros de diâmetro perto do fundo da imagem tem um interior suave, que pode ser  resultado de vulcanismo efusivo.

  

"Essa bacia de anel duplo, vista em detalhe pela primeira vez, é muito bem preservada", diz Brett Denevi, um membro da equipe de imagem da sonda e pesquisador de pós-doutorado na Arizona State University. "O piso interior desta bacia é ainda mais jovem do que a própria bacia e difere na cor do seu entorno. Podemos ter encontrado o mais novo material vulcânico em Mercúrio".

 

Um dos instrumentos da nave espacial conduziu suas observações mais extensas até hoje da atmosfera ultrafina de Mercúrio ou "exosfera." O material na exosfera vem principalmente da superfície de Mercúrio, atingido pela radiação solar, bombardeio do vento solar e da vaporização de meteoróides. Este fino envelope gasoso é esticado pela pressão da radiação solar em uma espécie de longa cauda de cometa, e que parece estar mudando à medida que o Mercúrio se move em torno do Sol.

 

"A ilustração impressionante do que chamamos de efeitos 'sazonais' na exosfera de Mercúrio mostra que a cauda de sódio neutro, tão proeminente nas primeiras duas passagens, está agora significativamente reduzida em extensão", diz o cientista Ron Vervack do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins em Laurel, Md.

Acima: A espécie de cauda de cometa de Mercúrio marcada por átomos de sódio neutro diminuiu substancialmente de tamanho desde o segundo sobrevôo da MESSENGER em outubro de 2008. Os dois painéis são modelos aumentados para acomodar os dados coletados relativamente perto de Mercúrio.

 

"Essa diferença está relacionada com as variações esperadas na pressão da radiação solar à medida que Mercúrio se move em sua órbita [elíptica em torno do Sol]", acrescenta Vervack. "A exosfera de Mercúrio é uma das mais dinâmicas no sistema solar."

 

As observações mostram também que o cálcio e o magnésio na exosfera mostram diferentes variações sazonais em relação ao sódio - uma diferença que os investigadores ainda não compreendem inteiramente. Depois que a Messenger entrar em órbita de Mercúrio em 2011, ela poderá fazer um estudo contínuo das mudanças sazonais em todos os componentes da exosfera. Isto irá fornecer informações fundamentais sobre a importância relativa dos processos que geram, sustentam e modificam a atmosfera de Mercúrio.

 

Cerca de 98 por cento da superfície de Mercúrio já foi fotografada pela sonda da NASA. Após a MESSENGER entrar em órbita, ele irá ver as regiões polares, que são as únicas áreas não observadas do planeta.

 

Editor: Dr. Tony Philips | Crédito: Science @ NASA | Texto traduzido por Luis Gabriel

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