Brasil - Quinta, 27 Abril 2017

Astrônomos Fazem de Novo: Encontram Moléculas Orgânicas ao Redor de Planeta Gasoso

20 OUT 2009: Vasculhando muito além do nosso sistema solar, os pesquisadores da NASA detectaram a química básica para a vida em um segundo planeta gasoso quente, os astrônomos avançam em direção ao objetivo de serem capazes de determinar planetas onde a vida possa existir.

"É o segundo planeta fora do nosso sistema solar em que água, metano e dióxido de carbono foram encontrados, e que são potencialmente importantes para os processos biológicos em planetas habitáveis", disse o pesquisador Mark Swain, do Jet Propulsion Laboratory da NASA, em Pasadena, Califórnia "Detectar compostos orgânicos em dois exoplanetas agora aumenta a probabilidade de que se tornará comum encontrar planetas com moléculas que podem ser ligadas à vida".


Esquerda: Elementos químicos básicos para a vida foram detectados num segundo planeta gasoso quente, HD 209458b, representado nesta concepção artística em vídeo.

Swain e seus co-pesquisadores usaram dados de dois Grandes Observatórios em órbita da NASA, o Telescópio Espacial Hubble e o Telescópio Espacial Spitzer, para estudar o HD 209458b, um gigante e quente planeta gasoso maior do que Júpiter, que orbita uma estrela semelhante ao Sol a cerca de 150 anos-luz de distância, na constelação de Pégaso. O novo achado dá continuidade à sua importante descoberta em dezembro de 2008 de dióxido de carbono em torno de outro planeta quente do tamanho de Júpiter, o HD 189733b. Observações anteriores do Hubble e do Spitzer daquele planeta também tinham revelado vapor de água e metano.


As detecções foram feitas através de espectroscopia, que separa a luz em seus componentes para revelar as assinaturas espectrais distintas dos diferentes elementos químicos. Dados da câmera próxima ao infravermelho e do espectrômetro multi-objeto do Hubble revelaram a presença de moléculas, e os dados do fotômetro e do espectrômetro infravermelho do Spitzer mediram suas respectivas quantidades.


"Isso demonstra que podemos detectar as moléculas que são importantes para os processos de vida", disse Swain. Os astrônomos podem agora começar a comparar as duas atmosferas planetárias e ver suas diferenças e semelhanças. Por exemplo, as quantidades relativas de água e dióxido de carbono nos dois planetas são semelhantes, mas o HD 209458b mostra uma maior abundância de metano do que o HD 189733b. "A grande abundância de metano está nos dizendo algo", disse Swain. "Isso podia significar que houve algo de especial na formação deste planeta".


Outros grandes planetas quente do tipo de Júpiter podem ser caracterizados e comparados com os instrumentos existentes, disse Swain. Este trabalho irá estabelecer as bases para o tipo de análise, que os astrônomos eventualmente terão de efectuar para pré-selecionar qualquer planeta rochoso tipo-Terra em que as assinaturas de elementos químicos orgânicos pudessem indicar a presença de vida.


Espera-se encontrar mundos rochosos com a missão Kepler da NASA, lançada no início deste ano, mas os astrônomos acreditam que estamos a uma década ou um pouco mais de sermos capazes de detectar sinais químicos da vida em tais corpos.


Se e quando tais planetas tipo-Terra forem encontrados no futuro, "a detecção de compostos orgânicos não significará necessariamente que há vida em um planeta, porque há outras maneiras de gerar tais moléculas", disse Swain. "Se detectarmos elementos químicos orgânicos em um planeta rochoso, semelhante à Terra, nós queremos compreender o suficiente sobre o planeta para determinar os processos "sem-vida" que poderiam ter conduzido a esses elementos químicos estarem lá."


"Esses objetos estão muito longe para enviarmos sondas até eles, assim a única maneira que temos para aprender alguma coisa sobre eles é apontar-lhes nossos telescópios. A Espectroscopia fornece uma poderosa ferramenta para determinar sua composição química e dinâmica".


Você pode acompanhar a história da caça aos planeta desde a ficção científica até os fatos da ciência em PlanetQuest NASA Historic Timeline no http://planetquest.jpl.nasa.gov/timeline/. (em inglês).


Este site interativo na web, desenvolvido pelo JPL, conduz a história da exploração dos exoplanetas através de uma rica tapeçaria de palavras e imagens que abrange milhares de anos, começando com o pensamento de filósofos antigos e continuando até a era atual das observações feitas no espaço pelas missões da NASA Spitzer e Kepler. A linha do tempo destaca marcos na cultura, tecnologia e ciência, e inclui um contador de planeta que segue o ritmo das descobertas de exoplanetas ao longo do tempo.




Editor: Mary Beth Murrill | Crédito: Jet Propulsion Laboratory | Tradutor: Luis Gabriel

 

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